Sobreleituras

Leituras do mundo, das mais variadas, dos fatos e acontecimentos.

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Skoob – Site de relacionamentos sobre leituras

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Um novo espaço para os amantes da leitura chega aos poucos na internet, e promete dar o que falar. O skoob – [www.skoob.com.br] – um site de relacionamentos onde o usuário se cadastra e vai montando gradativamente sua estante virtual, relacionando os livros que já leu os que ainda quer ler, aquele que parou no caminho [e é bom ficar ali lembrando que precisa ser terminado!]. Aquele que vai reler, ou está relendo. Além do que está lendo no momento.

Compartilhar gostos por leituras específicas, trocar informações sobre aquele livro que morre de vontade de ler e alguém já leu.

Se o livro que você leu ainda não está cadastrado no site, faça isso. Assim aumenta as chances de funcionamento de algo que ao que parece, veio pra ficar. Atualmente, são mais de 10.000 títulos cadastrados, e você pode opinar sobre o livro, criticar, elogiar, elaborar uma resenha, e até mesmo conhecer pessoas que tenham o mesmo interesse de leituras, o que cá pra nós pode ser uma troca fantástica.

Na página inicial figuram os mais recentes livros cadastrados e os mais lidos. Em minha opinião ainda falta uma separação melhor no item estante, onde poderiam ficar separados por gêneros as leituras de cada um, ou algo assim, mas creio que isso, junto com outros detalhes, será aperfeiçoado com o passar do tempo, tornando o site uma ferramenta além de interessante, de extrema utilidade pela troca cultural que pode passar a existir.

Tudo bem que pesquisas na área mostram que a leitura não está entre os hábitos preferidos do brasileiro, mas nós, leitores vorazes sempre temos a esperança de que mais dia menos dia as pessoas comecem a se render aos encantos da leitura. Comece lendo o que gosta muito, sobre assuntos que lhe interessem, e depois quando perceber estará lendo para aprender mais sobre algo, ainda que não goste muito, estará lendo por ler, lendo por prazer, lendo por não ter o que fazer. Lendo simplesmente por ler.

Written by Doce vida

fevereiro 27, 2009 at 12:54 pm

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“Cem quilos de ouro”

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Já havia me surpreendido com a forma de escrita de Fernando Morais quando li “Chatô – O rei do Brasil”.
O livro, de muitas páginas, semelhante a um peso de porta, parecia o caos quando recomendado pelo professor de História do Jornalismo. Mas foi considerado valioso após sua leitura. Tanto para entender o contexto do surgimento da TV, o aparato tecnológico que mais exerce influência e atinge a massa, estando presente em mais de 95% dos lares brasileiros, quanto para saber sobre a vida de Chatô, e das pessoas que o circundavam.
A televisão. AHH a televisão.
Aquela que usa e abusa do imaginário e transporta o ser humano pra outra vida.

Em busca de minhas leituras costumeiras, que passam os olhos por revistas, jornais, e toda hora está em busca de um livro, de novo surgiu o nome do jornalista Fernando Morais como opção. Aceitei a leitura para compreender se Chatô teria sido personagem o bastante para faze-lo contar histórias tão claras, ou se o modo de escrita dele era de fato tão “saborosa”, fluindo agradavelmente a cada capítulo.

“Cem quilos de ouro” traz doze reportagens escritas e já publicadas pelo jornalista, mostrando que apuração, riqueza de detalhes e faro jornalístico não lhes falta. Na matéria que entitula o livro, o autor discorre sobre o sequestro de um empresário. A imaginação é aguçada e as imagens vão se formando na cabeça, como se estivessemos vendo a cena, tamanha quantidade de detalhes e capacidade de descrição dos elementos, que nos fazem juntar as peças, formando um todo. Cada parte é visualizada, e a única pena é que não sejam reportagens mais profundas, mais densas, já que pela forma de escrita do autor, aprender se torna uma consequência. Uma consequência aliás agradável, prazerosa. Com vontade de quero mais.

Recomendo! Os dois livros lidos de Fernando Morais. “Chatô- O rei do Brasil” e “Cem quilos de Ouro”.
Lendo e relendo… E aos poucos, aprendendo. A escrever. A descrever.

Idéia de escrever sobre o assunto: Leitura “Cem quilos de ouro”  – Fernando Morais.

Written by Doce vida

novembro 23, 2008 at 6:49 pm

Publicado em Comunicação

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Sites Interessantes II

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Muitos e muitos dias sem postar depois… resolvi retomar. Pela vontade de escrever pura e simples. E pelos acessos freqüentes, que incentivam e estimulam a busca de conhecimentos, para sistematizar e transmitir. Pretendo rever as características dos textos, em posts mais curtos. Mais leves. Permitindo maior compreensão tentarei estipular um número X de caracteres, tal qual fazem os jornalistas de verdade [ainda estou a caminho, faltam poucos dias e um ano]. Até a formatura pretendo estar “viciada” em ocupar espaços pré-delimitados. Treinada para que os pensamentos, junto das informações e opiniões, não se misturem e tragam a tona cinco mil caracteres quando novecentas seria o número ideal.

A novidade aqui, no primeiro “drops” de informação, é mais uma ferramenta do gigante Google, que pelo menos eu não conhecia. O Google book – http://books.google.com/ – basta digitar o tema e começa a busca pelas publicações editoriais referentes ao assunto. Ou seja, fica mais fácil saber se alguém já publicou um livro sobre determinada questão. Por palavra chave. Além de facilitar as referências bibliográficas da vida, e a busca por assuntos de interesse. Alguns livros foram digitalizados, o que permite a consulta ao material virtualmente.

É mais um filtro da internet, coisa tão necessária na rede, em tempos de excesso de informações. Fica a dica. De utilidade máxima. Procure seu livro. Leia. Incentive a leitura.

Campos do Jordão, 13 de novembro de 2008.

Written by Doce vida

novembro 13, 2008 at 4:35 pm

Publicado em Sites Interessantes

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Bookcrossing

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Além do valor cultural de uma iniciativa nesses moldes, pode ser muito divertido participar. Nos Estados Unidos, desde 2001, a prática é freqüente e há grande adesão na Itália, mas no Brasil ainda caminha a passos lentos, apesar de que, o que importa de fato é não deixar de caminhar. Que emplaque aos poucos, mas que emplaque.

O bookcrossing – cruzamento de livros – é uma iniciativa norte-americana, que tem como objetivo democratizar a leitura, uma espécie de corrente literária. Uma pessoa deixa um livro em local público [com etiqueta e dedicatória indicando qual a finalidade do livro estar ali], que pode ser levado por qualquer pessoa. Quem levou também passa a fazer parte da corrente, deixando o mesmo ou outro livro em algum local público, para que outra pessoa tenha oportunidade de ler.

A idéia do projeto é bem simples e se resume em duas palavras : compartilhar e desapego.

Os membros do site registram, de graça, os livros que querem deixar, escolhendo quando e onde deixará. Escreve um texto na folha de rosto, o endereço do site e um código de identificação [gerado pelo site para controlar por onde anda a obra]

Depois, deixam os livros em um lugar qualquer ou em “crossing zones” (”zonas de cruzamento”) oficiais.

[No Brasil, existem três: em São Francisco Xavier (Biblioteca Solidária), em São Paulo (Central das Artes) e no Rio de Janeiro (Lunático Café).]

Quem achar o livro, escreve seu código no site, conforme as instruções deixadas na folha de rosto, permitindo que se acompanhe a trajetória do livro pelo mundo.

É claro que nem todo mundo que encontra um livro, vai entrar no site, nem todo mundo vai repassá-lo. Mas isso não torna a idéia menos interessante. E nem menos bem-sucedida: existem hoje mais de 600 mil participantes em cerca de 130 países.

Aos poucos, livros estarão mais perto de você do que imagina.

Confira: http://www.livrolivre.art.br/

_____

No site, http://www.bookcrossing-portugal.com/faq.htm, apesar de ser de Portugal, também podem ser encontradas obras perto de você. Eu encontrei até em Taubaté, cidade vizinha a minha.

Não deixem de conferir. E participar!

Campos do Jordão, 11 de Agosto de 2008.

Written by Doce vida

agosto 11, 2008 at 3:46 pm

Retratos da Leitura no Brasil

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A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em sua segunda edição, é o principal estudo em âmbito nacional sobre o comportamento do leitor brasileiro.

Realizada pelo Instituto Pró Livro, uma organização social civil de interesse público, mantida com recursos vindos de entidades do mercado editorial, objetiva o fomento à leitura e à difusão do livro, contribuindo para delimitar quais as ações e o direcionamento para estimular o hábito da leitura, além do levantamento de quais tendências podem orientar o mercado – editores e livreiros, qual o valor social que os cidadãos brasileiros atribuem à leitura e ao livro, quem é esse leitor, quem são os consumidores de livros e como as leituras são acessadas.

A amostra da pesquisa representa todo o universo da população brasileira com 5 anos de idade ou mais. Foi verificado que uma imensa fatia da população não conhece matérias de leitura, ou conhece mal, além do claríssimo problema de acesso aos materiais de leitura, em especial ao livro. Mesmo pra quem tem um livro por perto, falta a descoberta, que torna o sujeito capturado para a leitura.

O número de pessoas que não lê diminui de acordo com a renda familiar e com a classe social. Na classe A [renda maior que 10 salários mínimos], quase não há não leitores, sendo apenas 1%.

Isso nos leva a conclusão de que o poder aquisitivo é significativo para que se formem leitores assíduos, apesar de não ser regra e haver diversas formas disponíveis para quem não pode comprar, apesar de pouco estimuladas.

As maiores dificuldades encontradas pelas pessoas que não lêem, e até mesmo por algumas acostumadas a ler, dizem respeito a habilidades formadas no processo de educação. Para superar essas dificuldades seria necessária uma mobilização do poder público na formação e aperfeiçoamento de professores de língua portuguesa e mediadores de leitura.

Mobilização que parece não estar a caminho, visto os passos lentos que anda o ensino nos dias atuais.

[Em 2007 os alunos matriculados no ensino básico eram 52,9 milhões.]

Considerando que muitos brasileiros não gostam de ler por falta de tempo, e sendo o tempo uma questão de organização da agenda pessoal, o índice de desinteresse pela leitura cresce muito.

E se a maior influência para a formação da leitura vem dos pais, a quantidade de pais sem instrução ou com ensino incompleto torna o problema ainda maior.

Na percepção das pessoas, a leitura está diretamente ligada a escola ou aos estudos.

Por outro lado, é clara a progressiva valorização da leitura, à medida que avança a escolarização dos entrevistados. O ensino superior define um índice maior de leitura, além do uso maior de internet.

Todos os dados apontam, portanto, para a necessidade de a escola assumir verdadeiramente seu papel de formadora de leitores, trabalhando de forma intensa suas ações em todas as direções que se relacionam com o gosto pela leitura.

Os moradores do interior são os que menos lêem de acordo com a pesquisa, e as regiões Nordeste e Norte são as que apresentam os maiores problemas.

No tempo livre as pessoas preferem ver TV, ouvir musica, descansar, ouvir rádio, ler e sair com os amigos, nessa ordem.

Entre os livros mais lidos figura a Bíblia, seguida de livros didáticos, romance, literatura infantil, poesia, história em quadrinhos etc.

Quem mais lê são as mulheres. Homens lêem para se atualizar profissionalmente e por exigência escolar, já mulheres lêem mais por prazer e gosto e também por motivos religiosos.

Entre os leitores apenas 38% lêem o livro todo, o restante apenas capítulos ou trechos.

A média é de 25 livros por residência, sendo que 8% da população não têm nenhum livro em casa. [Como viver sem livros em casa? – eu me pergunto.]

Em 2007 cada pessoa comprou em média 1,2 livros, e cada uma delas leu 4,7 livros no ano.

No portal Domínio Público do MEC já foram baixados 7 milhões de cópias das 72.000 obras disponíveis,

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

Vale a visita!

* A pesquisa não avalia a qualidade da leitura ou o nível da compreensão dos textos lidos.

Fonte da pesquisa:

Instituto Pró-Livro (2008), “Retratos da Leitura no Brasil” http://www.prolivro.org.br

Campos do Jordão, editado em 27 de Julho de 2008.


Written by Doce vida

julho 27, 2008 at 1:58 pm

Publicado em Educação

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