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Palestra Comunicação Organizacional

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A 28º SECOM – Semana de Comunicação da UNITAU – trouxe em seu ciclo de palestras, Amauri Marchese, formado em jornalismo e relações públicas, diretor de comunicação corporativa da Cia de Idéias Marketing e Comunicação, além de consultor especializado no desenvolvimento de programas e projetos para as áreas de Comunicação Corporativa e Marketing Institucional.

Com 34 anos de experiência na área, o profissional fala em sua palestra “Os oito mitos da comunicação corporativa”, sobre as mensagens existentes por trás de mitos, na comunicação corporativa brasileira.

O jornalista, afirma que o crescimento da comunicação corporativa é visível, e que, sem medo de errar, há grande espaço para profissionais da área. Ressalta sobre a importância de ser um profissional multifuncional, fazendo de tudo um pouco, já que apenas testando potencialidades, pode se descobrir qual seu verdadeiro talento.
Para Marchesi, a comunicação deixou de ser apenas a propaganda, passa a envolver todos os seus públicos, internos e externos. A comunicação organizacional, fala com a pessoa certa, do jeito certo, na hora certa, se relacionando com uma diversidade de públicos, que vai desde o colaborador até o cliente e o investidor, passando pelas famílias e pelos fornecedores, que devem ter uma imagem unificada da empresa.

O profissional ressalta a tática, que nos tempos atuais, se contrapõe a estratégia no trabalho de comunicação. As pessoas se preocupam com o detalhe, com a parte operacional, mas não sabem o que fazer com as informações obtidas. Aponta falhas de formação para o desenvolvimento do pensamento estratégico. Não se enxerga longe e por isso não sai do operacional. “O ideal é que um gerente de comunicação corporativa consiga antever as coisas, carregue sua equipe em direção às metas da empresa. Esse poder estratégico passa necessariamente pelos bancos da escola” – afirma o professor.

Para ele, o conceito de comunicação integrada não é claro na cabeça das pessoas. Comunicação integrada prevê a percepção de uma imagem única da empresa, todos os públicos com os quais a empresa se relaciona devem ter a mesma imagem, e é em cima disso que deve ser realizado um trabalho de comunicação, afirma.
De nada adianta, o publicitário projetar o produto e a marca em fabulosas campanhas e, ao haver uma crise, não existir um profissional que gerencie essa crise, o que pode fazer todo o trabalho em cima de campanhas ou peças publicitárias, serem perdidos. Acredita também, que as agências de comunicação não estão capacitadas para atender múltiplos serviços. É impossível que uma empresa faça tudo. Ainda não existe formação conceitual adequada nas agências para oferecer suporte que muitas vezes divulga, é o que defende.

Para a aluna do terceiro ano de jornalismo, Tancy Costa, o ponto chave da palestra foi o pensamento estratégico. “O mercado tem oferta de vagas mas não estamos preparados. O jornalista está tão focado na área de rádio, TV e jornal impresso, que não enxerga outras possibilidades” argumenta a estudante.

O jornalista acredita que os cursos de comunicação do Brasil ainda não abrangem as necessidades apresentadas pelo mercado, a exemplo de outros países. Os currículos fixados pelo MEC devem ser revistos, mas por outro lado as empresas também não se aproximam das academias. Sugere como opção, que a universidade busque essa aproximação, sabendo o que as empresas precisam. Sentir o pulso do mercado.


A palestra termina com algumas dicas do profissional para quem quer entrar no mercado corporativo. Hoje as empresas são globalizadas e é exigido que o profissional fale pelo menos 3 idiomas fluentes, além da necessidade do conhecimento de marketing, considerado fundamental. Traçar um plano de carreira também é uma opção para os que ainda não se sentem preparados, alerta o professor.

O que o mercado quer? É a pergunta que o profissional deve fazer a si mesmo ao começar se preparar. Quem são os profissionais que podem antever o futuro? O de comunicação, marketing e administração, afirma Marchesi, e outros profissionais estão tomando a área por falta de imersão desses profissionais em suas especificidades.
Aberta a perguntas, fim da palestra, o palestrante pergunta e ele mesmo responde: Qual a mensagem afinal? “Fazer os alunos saírem batendo a cabeça. Se não é esse o caminho o que devo fazer pra mudar?” – provoca o profissional.

Taubaté, 12 de Agosto de 2008.

Written by Doce vida

agosto 12, 2008 at 11:49 pm