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Leituras do mundo, das mais variadas, dos fatos e acontecimentos.

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Os minutos que o Google parou

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Lendo a reportagem na Revista da Semana, sobre os 58 minutos que o Google, maior buscador da internet, ficou fora do ar e deixou o planeta “suspenso”, do Brasil à Indonésia, da Inglaterra à Austrália, não pude deixar de ficar pensando nisso, pela questão sociológica, pelas “dependências” que o ser humano vai criando. Há inclusive um termo recente, de acordo com a reportagem, que encaixa com esse fato, da dependência. Monocultura, que é um fenômeno que brota quando um produto ou uma tecnologia torna-se dominante. De certa forma padronizam um sistema, deixando as pessoas “reféns”.

A exemplo: Pra todas as dúvidas, desde a pontada no terceiro dedo da esquerda pra direita, até como configurar o som, quem escreveu a frase, a música, o poema.

Quer saber da vida de alguém? Da um Google. Quer buscar um telefone? Endereço? Saber quem escreveu aquela frase que não sai da sua cabeça? Procurar uma letra de música? Um trecho de um poema? Um site que ouviu meio falar e não tem certeza? Pesquisas escolares nem se fala. E quando uma dúvida, sobre o que significa a palavra tal, surge diante do computador? Da Google nela!

No dia 31 de janeiro de 2009, entre 12h27 e 13h25 o Google parou. Saiu do ar e a mensagem foi a seguinte: “Este site pode danificar o seu computador”. O problema foi causado por uma falha humana. Uma lista foi atualizada por engano e os sites com o símbolo /, ou seja, todos, foram bloqueados.

E o mundo entrou em “pânico”. A certeza é única, que viver sem o Google traz certo “desespero”.

O buscador é ideal para ser página inicial, já que com poucas imagens carrega rápido e além de tudo já saimos direto onde podemos de tudo digitar. Nome, sobrenome, apelido, datas, palavras, perguntas, afirmações. Está tudo ali, Indexado. Linkado. Plugado.

Estamos na rede, Dependentes da rede. Viciados na rede. Epa. Viciados na rede? E da-lhe um Google para não perder o costume, na expressão: “tratamento viciados na internet”, e o resultado é que existem aproximadamente 46.700 links para a frase.

Se já não bastasse os vícios naturais, normais [?], do café, do cigarro, do chocolate, da jogatina etc. Viciados na internet!

Onde vamos parar? Será que dar um Google responde?

Inspiração para escrever sobre o assunto: Revista da Semana, de 12 de fevereiro de 2009.

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Written by Doce vida

fevereiro 8, 2009 at 9:44 pm

Publicado em Comunicação, Tecnologia

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Tecnologias

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Em Tóquio o celular serve para muito mais que fazer e receber ligações ou mandar mensagens de texto. O aparelho serve para pagar bilhetes de ônibus e metrô, e é aceito em máquinas automáticas de refrigerantes e faz compras em lojas de conveniência.
No mundo são 33 milhões de pessoas que utilizam o celular em substituição da carteira, para pagar contas. Em média 85% dessas pessoas vivem na Ásia. Essa é uma tendência, que certamente tomará conta de todos os países.
No Brasil, esse tipo de serviço ainda caminha a passos lentos. A operadora de telefone Oi têm o Oi Paggo, que depende do envio de SMS para autorizar o débito da pizza por exemplo. Esse serviço conta atualmente com 1 milhão de usuários, e 22 mil estabelecimentos cadastrados.
E a pergunta é, pra onde vai essa tecnologia, que daqui um pouco mais, ao pensarmos acessaremos nossa conta no banco e debitaremos o que precisa ser pago, automaticamente.
Tudo questão de acionar o cérebro. E estaremos acoplados às maquinas.
Que medo! Que ansiedade! Que alegria!


Idéia de escrever sobre o assunto: Superguia da Tecnologia [Superinteressante] – Outubro de 2008.

Written by Doce vida

novembro 17, 2008 at 5:39 pm

Publicado em Tecnologia

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Aparelho celular com 2 chips

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As empresas e fabricantes de telefonia móvel estão constantemente de olho nas demandas do mercado, atendendo aos mais exigentes públicos na hora de oferecer um aparelho de telefone, que como função adicional nos tempos atuais é capaz de fazer ou receber uma ligação.O que se espera do aparelho, antes que se falar nele, é muito mais do que isso. É que se possa interagir, nos mais diversos momentos, com sons, imagens, vídeos, e o que mais tiver a oferecer, visto que o aparelhinho é cúmplice dos nossos mais íntimos e austeros momentos, nos acompanhando onde quer que estejamos, dia e noite.

Atualmente o mercado olha para aquelas pessoas que usam duas linhas de celular. Comum por pessoas que são adeptas a um número particular e outro para o trabalho; ou pessoas que moram em cidade diferente da que trabalham ou estudam, e ligam constantemente para esses locais, o que representa uma economia em interurbanos.

Se antes a única maneira de utilizar dois chips em um só aparelho era apenas com um adaptador, hoje a realidade é outra. Apesar de já serem vendidos modelos pela internet há alguns meses, fabricados fora do país, a grande maioria com adaptadores para o segundo chip, a Samsung lança recentemente no Brasil, um modelo com o recurso Dual SIM.

No modelo D880, as duas linhas ficam ligadas ao mesmo tempo, podendo receber ligações dos dois chips, sem necessidade de alterações nas configurações.

Um dos números é escolhido para ser a linha padrão, que é de onde vão se originar as chamadas. Clicando em um botão especial, que é exclusivo para o comando dos chips, pode escolher qual linha prefere usar caso queira alterná-la. O produto já tem seu público, e apesar de não ser compatível com a tecnologia 3G, oferece o que uma fatia necessita, o que é suficiente para mantê-lo no mercado.

Necessidades criadas por nós, seres humanos, que não saberíamos como viver sem nos tempos atuais. Sem as necessidades, criadas. No que iríamos nos apegar afinal?

Para saber mais sobre o lançamento da Samsung:

http://pt.samsungmobile.com/wcms/products/phones/phonedata/features/PT-SGH-D880.jsp

Campos do Jordão, editado em 26 de Julho de 2008.

Written by Doce vida

julho 26, 2008 at 1:06 pm

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Inovações tecnológicas

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O Kindle, é um leitor eletrônico onde se fazem downloads de e-books, além de assinaturas de revistas, jornais e blogs.

Foi lançado pela Amazon.com, na tentativa de revolucionar a interação do usuário com livros. Com essa plataforma, o usuário pode comprar diretamente seus livros eletrônicos da Amazon.com, por meio de conexão sem fio, além de revistas, jornais e blogs. Mediante pagamento de uma taxa, 11 jornais estão disponíveis, incluindo The New York Times e The Washington Post. Se você assinar um, ele chega automaticamente ao aparelho todos os dias de manhã.

Será mais prático do que esperar a moto entregar? Pensando nisso, se a moda pega, o meio ambiente poderia ser beneficiado, e muito, pela diminuição de poluentes das motos, que poderia ser ínfima, mas também pela diminuição de papel, o que representaria uma grande diferença no desmatamento.

Poderiam ser prejudicados os milhares de entregadores de jornais existentes mundo afora. Qual seria a nova função criada pela sociedade moderna para empregar essa classe?

E o prazer da leitura, incluindo o manuseio e o aspecto visual? A possibilidade de recortar em jornais ou revistas o que interessa formando um arquivo extraordinário para futuras consultas? Poderíamos então selecionar trechos, pedaços, fotos, reportagens e salvá-las já catalogadas na máquina, em recortes virtuais? A memória da máquina suportaria as caixas e caixas que guardo, de recortes das leituras interessantes?

Atualmente o Kindle armazena até 200 livros, espaço que pode ser expandido com cartões de memória. A compra e recebimento de um livro em menos de um minuto tem a disposição um catálogo de 90.000 opções da Amazon.com, a grande maioria deles por US$ 9.99.

O aparelho mede 19 x 13 x 1.7 cm e pesa quase 300 gramas. A bateria dura o dia inteiro com a conectividade sem fio ligada, e quase uma semana sem a função. A recarga pode ser feita em apenas 2 horas.

Os botões de navegação permitem que você avance e volte às páginas, e o teclado serve para comprar livros, fazer buscas e criar notas.

Custando US$ 399, não consegue atingir a massa e certamente ainda demora. Apenas uma classe privilegiada poderá ter acesso. A mesma que já tem acessos aos livros, produtos caros no mercado e que dificultam o acesso aos menos beneficiados. Ou seja quem terá acesso é quem já tem. Produtos inacessíveis a massa tem mais dificuldade de emplacar, pela aceitação e comercialização.

Mais uma notícia ruim é que os livros não saem de um Kindle pra outro, não podendo ser emprestados entre amigos, o que é uma desvantagem e tanto.

A falta de mobilidade de um meio eletrônico ainda é extremamente desconfortável. Pra quem como eu, gosta de ler em qualquer lugar que esteja, em filas de banco, andando na calçada, no carro, na rede, o Kindle deixa a desejar.

O lançamento, no final do ano passado, foi mais que a proposta de uma evolução, mas sim de uma revolução. Uma revolução na maneira que as pessoas se relacionam com a leitura, apesar da leitura em tela de computador não ser exatamente a mais prazerosa.

[E o prazer de pegar no livro? De segurar? De apreciar? De passar caneta marca texto e fazer anotações nas laterais?]

E analisando friamente, o surgimento desse tipo de “negócio” seria com o objetivo de agradar a população? Certamente não. Quando a Amazon lança um produto que tem a intenção de, em uma só plataforma, reunir suas leituras favoritas, e apenas ela pode abastecer esta plataforma, sendo a única a comercializar os e-books no formato do Kindle, o usuário está em seu sistema. Aprisionado.

Se tudo der certo novas empresas oferecendo o mesmo produto surgirão, competindo abertamente, e aí passa a fazer parte de nossa cultura aos poucos o livro eletrônico. Mas os de papel deixarão de existir? Eu aposto que não.

O blog http://digitaldrops.com.br/drops/2007/11/amazon-kindle-conheca-melhor-o-novo-leitor-de-e-books-da-amazoncom.html traz mais informações sobre a inovação.

Não deixe de se atualizar e ficar por dentro dos avanços tecnológicos.

Campos do Jordão, editado em 17 de julho de 2008

Written by Doce vida

julho 17, 2008 at 3:57 pm

Publicado em Tecnologia

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