Sobreleituras

Leituras do mundo, das mais variadas, dos fatos e acontecimentos.

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Crítica a TV. Conteúdo e forma.

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A televisão gera indigência mental e conformismo, trazendo um mar de futilidades. Tem as imagens que o rádio não possui e é capaz de fixar hábitos na rotina das pessoas. Entrou na corrente sanguínea do brasileiro, que passa em média 3,9 horas diária com os olhos vidrados na tela. A TV não exige mobilidade nem alfabetização, só o controle remoto. E além de tudo é hipócrita. Pauta nossas conversas, dita nossa hora de dormir, a decoração de nossas casas, a qualidade do que comemos, compramos e sabemos.

Dados da unesco, dizem que, os brasileiros até quatorze anos passam vinte e oito horas semanais com a tv contra vinte e três horas semanais com a escola.

Babá hipnótica ela atrai, fisga, seduz. Invade o imaginário, dita regras de conduta e modelos imitados. Estima-se que, quinze por cento do público, compra sessenta e cinco por cento do que é anunciado na tv. Com seu modo próprio de tratar as coisas da vida, retratar o cotidiano, enquadrar a realidade em seu terreno e ao sabor dos seus caprichos a publicidade inverte valores, os programas redefinem os limites da privacidade e o jornalismo dança conforme o entretenimento.

A vida ganha cores paralelas e outro contorno.

A insaciavel curiosidade alheia é alimentada.

A vida vira filme e há cada vez mais gente disposta a tudo para deixar de ser figurante.

Qual o limite entre a ficção e a realidade? O que é fato e o que é simulacro?

A TV banaliza comportamentos, o modo como encaramos a violência, o sexo e a censura. Fragmenta seu auditório em cem milhões de lares com suas fórmulas batidas, a emergência de shows popularescos de auditório, o avanço da uma submúsica indigente e pornográfica, a erotização generalizada e a disseminação de um jornalismo demagógico e sensacionalista.

Fora anunciada como a prodigiosa máquina que daria às pessoas o acesso ao melhor da arte, da ciência e da cultura universais. O mundo entra nas casas, o conhecimento é incutido pelos olhos e ouvidos, sem esforços, sem custos, com prazer. Alienante e desmobilizadora, já chamada por estudiosos de máquina de fazer doidos, e definida por Henfil como “a máquina de chupar cérebros”, ela está presente em todos os lares, em todos os lugares. Alienando, subvertendo, alimentando imaginários e consumos. Já parou pra refletir?

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Written by Doce vida

janeiro 27, 2009 at 12:29 pm

Publicado em Comunicação