Sobreleituras

Leituras do mundo, das mais variadas, dos fatos e acontecimentos.

Archive for novembro 2008

Sociedade do Espetáculo

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O mecanismo do espetáculo se sobrepõe ao bom senso. Já não há mais medidas para as coberturas jornalísticas, que têm como principal objetivo conquistar a audiência, que conquista a publicidade, que conquista consumidores, que buscam pelo espetáculo, em um círculo vicioso sem fim. Os meios de comunicação passam a fazer parte dos acontecimentos. Quando entrevista um criminoso, no ato do crime, por exemplo como no caso Eloá [garota assassinada pelo ex-namorado em Santo André], a polícia, junto com o sequestrador e a vítima, fazem parte de um circo, montado por si só, mas sustentado e principalmente levado a público pela imprensa. As pessoas excluídas a força da sociedade, querem, também a força, serem incluídas nessa sociedade, e muitas vezes cometem atos atrozes, na ânsia de aparecer, de ser o personagem central, o protagonista. Nem que seja nas páginas policiais.


E quais os limites da ética no uso de imagens e detalhes que só fazem alimentar uma superficialidade, um fato, sem possibilidades de análise do contexto? As cenas são mostradas como se fossem capítulos de uma novela. Como se pessoas reais, com sentimentos, não estivessem envolvidas, sendo obrigados a lidar com os mesmos fatos, a mesma dor, por dias e dias a fio, ao sabor da imprensa.

A sociedade do espetáculo, bem descrita por Guy Debord, conclui que todo o capitalismo conflui para o espetáculo. Muitas vezes as cenas são recriadas, como no caso de Trumam Capote quando escreveu “A Sangue Frio”, um livro que fala sobre um assassinato de uma família no Kansas. Com uma matéria em mãos, a curiosidade e o senso de repórter aguçados, o jornalista dá um exemplo de texto narrativo, em estilo literário e envolvente, contando detalhes do assassinato com entrevistas com os acusados.

Quanto de verdade e quanto de espetáculo? Não se sabe. Apenas sabemos que as coisas não são como elas são, mas como nós somos. E se vemos com os olhos da espetacularização, tudo será sempre, espetáculo. Resta-nos entregar os pontos. Ou questionar, resistir. Não assistir.

Troque a televisão por um livro. Informe-se. Veja TV se preferir, mas não de forma passiva, sem questionar. Não se deixe levar, a ponto de aceitar uma verdade já montada, sem possibilidade de análise dos fatos. Reflita. Insista. Persista.


Idéia de escrever sobre o assunto surgiu do: O Estado de S. Paulo – 26 de Outubro de 2008

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Written by Doce vida

novembro 28, 2008 at 5:20 pm

“Cem quilos de ouro”

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Já havia me surpreendido com a forma de escrita de Fernando Morais quando li “Chatô – O rei do Brasil”.
O livro, de muitas páginas, semelhante a um peso de porta, parecia o caos quando recomendado pelo professor de História do Jornalismo. Mas foi considerado valioso após sua leitura. Tanto para entender o contexto do surgimento da TV, o aparato tecnológico que mais exerce influência e atinge a massa, estando presente em mais de 95% dos lares brasileiros, quanto para saber sobre a vida de Chatô, e das pessoas que o circundavam.
A televisão. AHH a televisão.
Aquela que usa e abusa do imaginário e transporta o ser humano pra outra vida.

Em busca de minhas leituras costumeiras, que passam os olhos por revistas, jornais, e toda hora está em busca de um livro, de novo surgiu o nome do jornalista Fernando Morais como opção. Aceitei a leitura para compreender se Chatô teria sido personagem o bastante para faze-lo contar histórias tão claras, ou se o modo de escrita dele era de fato tão “saborosa”, fluindo agradavelmente a cada capítulo.

“Cem quilos de ouro” traz doze reportagens escritas e já publicadas pelo jornalista, mostrando que apuração, riqueza de detalhes e faro jornalístico não lhes falta. Na matéria que entitula o livro, o autor discorre sobre o sequestro de um empresário. A imaginação é aguçada e as imagens vão se formando na cabeça, como se estivessemos vendo a cena, tamanha quantidade de detalhes e capacidade de descrição dos elementos, que nos fazem juntar as peças, formando um todo. Cada parte é visualizada, e a única pena é que não sejam reportagens mais profundas, mais densas, já que pela forma de escrita do autor, aprender se torna uma consequência. Uma consequência aliás agradável, prazerosa. Com vontade de quero mais.

Recomendo! Os dois livros lidos de Fernando Morais. “Chatô- O rei do Brasil” e “Cem quilos de Ouro”.
Lendo e relendo… E aos poucos, aprendendo. A escrever. A descrever.

Idéia de escrever sobre o assunto: Leitura “Cem quilos de ouro”  – Fernando Morais.

Written by Doce vida

novembro 23, 2008 at 6:49 pm

Publicado em Comunicação

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Opinião Publica

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Trata-se de um conjunto de crenças a respeito de temas controversos. Opinião pública é um conceito em transformação. Não é exatamente a soma do que pensa a maioria que faz a opinião publica, mas sim a opinião que se sobressai, vinda normalmente dos chamados formadores de opinião.
É influenciada pelo sistema social de um país, pelos veículos de comunicação massiva e não deve ser confundida com a vontade popular, onde é gerada ação a respeito da vontade manifestada.
O jornalismo ajuda a reforçar as opiniões ja pré existentes, e só muda uma opinião quando o assunto não é familiar, ja enraizado nas sociedades. As opiniões das pessoas são formadas dentro de grupos sociais e são reflexo de vivências anteriores. As mensagens transmitidas pelos meios de comunicação apenas reforça o que já está no subconsciente das pessoas, o desejo de algo já existe, só é despertado pela comunicação.
As mídias competem entre si, havendo um monopólio da informação, o que facilita a linearidade de opiniões, que influenciam a massa. Quanto mais os meios de comunicação se concentram nas mãos de poucas pessoas, mais possibilidades de manipulação dessas opiniões.

IMPRENSA REGIONAL X NACIONAL
A imprensa regional é normalmente omissa, não se preocupa em debater ou formar opiniões, apenas retrata os fatos, e deixa a mercê de cada um interpretar e discutir.
Já os meios de comunicação da imprensa nacional, tem a intenção de provocar debates e suscitar opiniões, muitas vezes pautando essas opiniões, que se transformam em um novo enfoque do assunto, ou até em um novo assunto.
E O JORNALISTA?
O papel do jornalista é transitar entre os grupos de poder e a opinião pública, sendo uma espécie de mediador. Transitar na corda bamba sem cair. Nem elitista, nem populista.
O jornalista é quem converte informação em comunicação, decodificando e codificando os acontecimentos, para que se forme então a opinião pública. Informação é objeto. Comunicação é relação.
EM SUMA…
A opinião publica nem sempre será a opinião da maioria, mas sim a que melhor representa os grupos, advinda muitas vezes de forma vertical, tal qual os aparelhos ideológicos de Estado, que impõem as formas de agir e pensar, podendo ser também horizontalmente, quando os formadores de opinião trazem sua forma de pensar à maioria do grupo, formando então a opinião publica.

Para saber mais: http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/opiniaopublica/0017.htm

Idéia de escrever sobre o assunto: Aula de Teoria do Jornalismo – bimestre 4 – Ano 3 [Jornalismo]

Written by Doce vida

novembro 21, 2008 at 5:15 pm

Casulo

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E de conceitos inovadores vamos vivendo, e alimentando nossas imaginações, pensando onde poderemos chegar. O que vamos ver até o final de nossas vidas, e quantas coisas perderemos por mais que vivamos 100 bons vividos anos, só Deus sabe. Ou nem Deus.
A novidade do momento é o Casulo – Mobile living furniture. Uma caixa compacta que vira um quarto totalmente mobiliado, e sua montagem leva menos de 10 minutos. Por enquanto estamos falando de um protótipo, mas produtores já estão sendo contactados, e os designers Marcel Krings e Sebastian Muhlhauser, se entusiasmam com as possibilidades de vendas e locações do produto.

Mais informações podem ser obtidas no site: www.mein-casulo.de.

Será que daqui um tempo até a residência fixa se tornará obsoleta? E as raízes? Socorro!

Idéia de escrever sobre o assunto: Revista Uma – Setembro de 2008

Written by Doce vida

novembro 19, 2008 at 6:52 pm

Publicado em Diversas

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Tecnologias

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Em Tóquio o celular serve para muito mais que fazer e receber ligações ou mandar mensagens de texto. O aparelho serve para pagar bilhetes de ônibus e metrô, e é aceito em máquinas automáticas de refrigerantes e faz compras em lojas de conveniência.
No mundo são 33 milhões de pessoas que utilizam o celular em substituição da carteira, para pagar contas. Em média 85% dessas pessoas vivem na Ásia. Essa é uma tendência, que certamente tomará conta de todos os países.
No Brasil, esse tipo de serviço ainda caminha a passos lentos. A operadora de telefone Oi têm o Oi Paggo, que depende do envio de SMS para autorizar o débito da pizza por exemplo. Esse serviço conta atualmente com 1 milhão de usuários, e 22 mil estabelecimentos cadastrados.
E a pergunta é, pra onde vai essa tecnologia, que daqui um pouco mais, ao pensarmos acessaremos nossa conta no banco e debitaremos o que precisa ser pago, automaticamente.
Tudo questão de acionar o cérebro. E estaremos acoplados às maquinas.
Que medo! Que ansiedade! Que alegria!


Idéia de escrever sobre o assunto: Superguia da Tecnologia [Superinteressante] – Outubro de 2008.

Written by Doce vida

novembro 17, 2008 at 5:39 pm

Publicado em Tecnologia

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Papéis Germináveis

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Quando achamos que ja vimos de tudo, eis que surgem as novidades. As surpresas. São mais de 40 variedades, feitos com vários tipos de sementes, que se transformam em gramas, flores e temperos, e podem ser comprados pela internet. Com o mesmo custo do papel reciclável [0,90] a folha, em tamanho A4, é claro que não vem pra substituir o industrial, mas cabe bem em seu setor, de embalagens ou cartões diferenciados por exemplo.
A maior vantagem além da consciência mais tranquila sabendo que depois de usados ao invés de ir para o lixo serão plantados, é a sustentabilidade. Reduz o consumo de energia em até 70%, a poluição de água em 35% e requer 55% menos água durante a fabricação.
A folha usada de papel não vai para o lixo, é colocada embaixo de uma fina camada de terra preta e regada diariamente. De 10 a 15 dias depois a grama brota. O processo de decomposição do papel dura 3 meses.
Será uma saída pela tangente diante dos 15 trilhões de páginas impresas no mundo todo, em 2006? Que seja! Afinal, as estimativas das empresas de dados e análises do mercado de impressão, é que esse número aumente 30% nos próximos 30 anos.
E aja papel! Socorram-nos.
Dos danos à natureza, e do excesso, de papéis, burocracias, impressões e desimpressões.


Idéia de escrever sobre o assunto: Galileu Novembro de 2008.

Written by Doce vida

novembro 15, 2008 at 5:21 pm

Publicado em Diversas

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Sites Interessantes II

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Muitos e muitos dias sem postar depois… resolvi retomar. Pela vontade de escrever pura e simples. E pelos acessos freqüentes, que incentivam e estimulam a busca de conhecimentos, para sistematizar e transmitir. Pretendo rever as características dos textos, em posts mais curtos. Mais leves. Permitindo maior compreensão tentarei estipular um número X de caracteres, tal qual fazem os jornalistas de verdade [ainda estou a caminho, faltam poucos dias e um ano]. Até a formatura pretendo estar “viciada” em ocupar espaços pré-delimitados. Treinada para que os pensamentos, junto das informações e opiniões, não se misturem e tragam a tona cinco mil caracteres quando novecentas seria o número ideal.

A novidade aqui, no primeiro “drops” de informação, é mais uma ferramenta do gigante Google, que pelo menos eu não conhecia. O Google book – http://books.google.com/ – basta digitar o tema e começa a busca pelas publicações editoriais referentes ao assunto. Ou seja, fica mais fácil saber se alguém já publicou um livro sobre determinada questão. Por palavra chave. Além de facilitar as referências bibliográficas da vida, e a busca por assuntos de interesse. Alguns livros foram digitalizados, o que permite a consulta ao material virtualmente.

É mais um filtro da internet, coisa tão necessária na rede, em tempos de excesso de informações. Fica a dica. De utilidade máxima. Procure seu livro. Leia. Incentive a leitura.

Campos do Jordão, 13 de novembro de 2008.

Written by Doce vida

novembro 13, 2008 at 4:35 pm

Publicado em Sites Interessantes

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