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Objetivos do milênio
Surgiu em setembro de 2000, durante a Cúpula do Milênio, após a análise dos maiores problemas globais. Trata-se de um conjunto de metas pactuadas pela ONU [Organização das Nações Unidas] com 191 países-membros.
Foram estabelecidos 8 objetivos considerados 8 maneiras de mudar o mundo.
Até 2015, ou seja daqui 7 anos, todos os países-membros das Nações Unidas assumiram o compromisso, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade, tornar o mundo um lugar mais solidário, mais justo e melhor para se viver.
Confira as 8 metas:
1 – ACABAR/ REDUZIR COM A FOME E A MISÉRIA.
Cerca de 980 milhões de pessoas vivem com menos de 1 dólar por dia. A meta é que até 2015 seja reduzido pela metade o número de pessoas que ganham quase nada, e que por falta de emprego e de renda, não consomem os alimentos necessários e passam fome.
As ações sugeridas são: elaboração e distribuição de materiais sobre o que é uma boa alimentação, busca de parcerias que enriqueçam a merenda escolar, além do apoio a agricultura familiar, entre outras.
2 – EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PARA TODOS
De cada 3 crianças no mundo, 1 nunca entrou em uma sala de aula. A preocupação é com a freqüência dos alunos e com a qualidade do ensino recebido.[O Brasil é o 7º país do mundo em número de analfabetos].
Sugestões: projetos de incentivo do governo ou de instituições privadas, além de ajudas individuais como, quem está em uma série avançada ensina quem está atrás, um ciclo de cooperativismo.
3 – IGUALDADE ENTRE OS SEXOS E VALORIZAÇÃO DA MULHER
Mulheres ganham menos que os homens trabalhando nas mesmas funções. Essa é uma realidade mundial. No Brasil chegam a ganhar até 40% menos. Simplesmente por serem do sexo feminino, já que executam os trabalhos tão bem quanto qualquer homem. Em vários países as desigualdades para as mulheres são bem maiores e mais “cruéis” do que simplesmente quem ganha mais em termos financeiros. As sugestões de ações são: divulgação da existência de centros de atendimento para mulheres, onde possam denunciar a violência e ter acompanhamento psicológico, identificação de novas oportunidades de trabalhos para as mulheres além de incentivar ações que estimulem busca de rendas alternativas.
4 – REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL
Quase 11 milhões de crianças ao redor do mundo morrem antes de completar 5 anos. A maioria por doenças que poderiam ser tratadas ou evitadas, por exemplo: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. As sugestões apresentadas são campanhas para mostrar que vacinas protegem a criança, que higiene evita doenças, e que nutrição adequada e aleitamento materno são elementos de vital importância na vida do ser humano.
5 – MELHORAR A SAÚDE MATERNA
Nos países pobres, a cada 48 partos uma mãe morre. A falta de acompanhamento médico e cuidados durante a gravidez também trazem agravantes que pode ocasionar óbito na hora do parto. Campanhas sobre planejamento familiar, importância do pré-natal e da nutrição para a mãe e gravidez de risco, além de iniciativas comunitárias de atendimento à gestante.
6 – COMBATER AIDS, MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS
O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a proporcionar acesso a todos e gratuitamente para o tratamento de HIV, na rede de saúde pública. Mais de 180 mil pessoas recebem tratamentos financiados pelo governo. Todos os dias no mundo, 6.800 pessoas são infectadas e 5.700 morrem.
A malária mata 1 milhão de pessoas por ano no mundo, sendo o Brasil o terceiro com mais casos no mundo. Dois milhões de pessoas morrem de tuberculose a cada ano.
7 – QUALIDADE DE VIDA E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
Desmatamento, desperdício de água e produção excessiva de lixo são alguns dos mais graves problemas ambientais. A meta é reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso a água potável, integrar os princípios de desenvolvimento sustentável nas políticas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais. O saneamento básico em comunidades e favelas depende de investimentos. Até 2020 pretende-se uma significativa melhora nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes.
8 – ESTABELECER PARCERIAS MUNDIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO
Parcerias para ampliar a ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar o mercado de trabalho para os jovens e democratizar a internet são algumas das metas nesse sentido.
Se cada um fizer um pouco, a diferença no todo será significativa e satisfatória. “Borá lá” minha gente.
Para saber mais:
http://www.pnud.org.br/odm/index.php?lay=odmi&id=odmi
Campos do Jordão, editado em 31 de Julho de 2008.